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Organização DG História do DG

> História do DG

Em 1961, cerca de 14 anos após a criação do Laboratório de Engenharia Civil, nasceu o Serviço de Geotecnia, mais tarde Departamento de Geotecnia (DG).

Os primeiros estudos relacionados com a Mecânica dos Solos iniciaram-se no Segundo Serviço do LNEC, no âmbito das fundações de estruturas e das estradas e aeródromos. Foi, então, realizado, praticamente só pelo LNEC, o Curso de Mecânica dos Solos da Ordem dos Engenheiros, sendo o livro correspondente um marco na divulgação desta nova disciplina em Portugal. No fim da década de 50, começaram a adquirir importância as barragens de aterro.

No princípio da década de 60, os aspectos mais relevantes no DG foram um significativo aumento da intervenção no domínio das barragens de aterro (estudo e prospecção dos materiais, assistência ao projecto, controlo da construção e observação), acção que suportou uma importante actividade de investigação sobretudo no domínio do comportamento dos materiais, e a criação de uma área de geologia de engenharia, iniciativa pioneira no país e de grande importância para a engenharia civil geotécnica. A geofísica assumiu um papel de relevo e desenvolveram-se importantes trabalhos de aplicação no Sul de Angola. Foram, igualmente, realizados estudos de sedimentologia. Os trabalhos relacionados com as vias de comunicação, sobretudo no que respeita ao dimensionamento de pavimentos, adquiriram elevada expressão no nosso país. No domínio dos ensaios, sobretudo nos de campo, introduziram-se, na prática geotécnica, ensaios necessários mas ainda não generalizados à indústria, tendo deixado de os executar quando essa mesma indústria passou a efectuá-los.

Os anos 70 são marcados pelas primeiras aplicações de métodos numéricos na engenharia geotécnica, pelos primeiros estudos experimentais de dinâmica dos solos e de alteração e alterabilidade das rochas, pelo início da cartografia geotécnica, pela aplicação da geofísica ao controlo de construção de estacas e pela hidrogeologia. A observação das obras continuou a ser relevante, surgindo os taludes naturais como grande área de aplicação. Iniciou-se a investigação no domínio das ancoragens. Acentuou-se a colaboração em obras geotécnicas em Angola e Moçambique. Com a criação de departamento próprio, os temas relativos às vias de comunicação, com excepção dos aterros, deixaram de ser tratados no DG.

A partir de meados da década de 80, o DG entrou num período de grande expansão no que diz respeito à investigação, em parte apoiada numa intensa prestação de serviços, reflexo da grande expansão na construção de infra-estruturas em resultado da adesão de Portugal à CEE. O desenvolvimento da modelação do comportamento de estruturas geotécnicas, a experimentação avançada em laboratório (incluindo a modelação física) e in situ, permitiram que se atingisse um domínio global da engenharia geotécnica – caracterização dos materiais e das acções, recurso a equações constitutivas mais realistas, modelação estrutural e observação das estruturas geotécnicas. Alguns dos pontos mais significativos foram os estudos sobre a alteração das rochas, a perigosidade das falhas activas em Portugal, a utilização da geofísica na engenharia civil, os enrocamentos compactados como novo material de construção, os aterros sobre solos moles, os filtros de materiais naturais e as barragens de betão compactado.

Ao longo de todos estes anos, o DG promoveu activamente a difusão de conhecimentos, realizando palestras, cursos, seminários e conferências, quer nacionais quer internacionais. Colaborou intensamente na actividade docente de Universidades, em particular com a UNL (FCT) e a UTL (IST) no que respeita a Mestrados na área geotécnica. Promoveu ainda a criação de importantes regulamentos, normas e especificações.

Os anos mais recentes foram de consolidação de uma unidade de investigação com grande poder de intervenção nas grandes obras do país, sendo de referir a geotecnia ambiental, os túneis em solos, com particular ênfase nos metropolitanos, a área geotécnica dos caminhos de ferro e a gestão dos riscos geotécnicos.

última modificação: 2007-12-05 09:52